O mito da blindagem – light version

A blindagem é praticamente uma unanimidade nos fóruns de luthieria na internet.

Com ela, tudo ficou fácil, pois qualquer problema com ruídos no instrumento é prontamente solucionado com um bom revestimento de material condutivo na cavidade de parte elétrica.

E a explicação é muito simples (e bonita de se ler): a blindagem gera uma gaiola de Faraday no instrumento, evitando interferências externas e, por consequência, qualquer tipo de ruído. blog_IMG_1525

Achei estranha e fascinante a facilidade com que a blindagem resolve todos esses problemas, mas algumas perguntas não saíam da minha cabeça:

1- Qual a origem dos ruídos do instrumento?

2- Por que o instrumento sofre interferências de ruídos externos?

3- Como a blindagem funciona?

4- O que é e como funciona uma gaiola de Faraday?

Essas perguntas me levaram a uma outra, que julguei mais importante: O que é e como funciona um captador?

Mas, diante de tantas perguntas, uma coisa é certa: a blindagem apresenta resultados positivos, porém apenas sob certas condições. O problema é que, quem decide fazer uma blindagem no instrumento, normalmente atira no que vê e acerta o que não vê.

Vamos começar a entender o problema, dando respostas às perguntas acima:

1- Qual a origem dos ruídos do instrumento?

Normalmente, ruído no instrumento tem 4 causas principais: baixa qualidade do captador, problemas no aterramento do circuito elétrico do instrumento, problemas no aterramento do circuito elétrico do equipamento utilizado e problemas no aterramento do circuito elétrico do próprio imóvel.

Existe uma quinta causa, que é o caso dos single coils. Muitos fazem blindagem certos de que o ruído dos single será eliminado. Isso jamais acontecerá.

O hum gerado por esses captadores é proveniente da própria concepção: bobinas simples geram ruídos. Com ou sem blindagem. A única maneira encontrada para eliminar o ruído do single coil foi eliminar o próprio captador. Em 1956, Seth Lover descobriu que uma segunda bobina cancelava o ruído de um captador de bobina simples. Foi assim que surgiu o humbucker. Acreditar que uma simples blindagem elimina ruídos de single coil significa cuspir em todo o trabalho pesquisado e desenvolvido por Seth Lover.

SethLover

2- Por que o instrumento sofre interferências de ruídos externos?

Os ruídos externos (quem nunca ouviu falar de amplificadores que transmitem jogos de futebol?) acontecem da mesma maneira para qualquer equipamento exposto a uma grande interferência. Por exemplo: ligue uma televisão e um liquidificador ao mesmo tempo.

Se houver chuviscos na televisão, é muito provável que qualquer outro equipamento de áudio ou imagem também tenha sido afetado. Nesse caso, também é muito provável que o problema esteja no circuito elétrico do imóvel, como fios de baixa qualidade ou aterramento ineficiente. Em outras palavras, na grande maioria das vezes, problemas com ruídos significam problemas com aterramento. E não vai adiantar blindar a televisão.

3- Como a blindagem funciona?

A versão popular é que a blindagem gera uma gaiola de Faraday no instrumento. Essa gaiola funciona como um isolante de interferências externas, impedindo que qualquer ruído entre no circuito da guitarra. Mas na verdade, a blindagem funciona como um mega aterramento no instrumento, pois a camada de material condutivo que reveste a cavidade da parte elétrica e dos captadores propicia um escoamento gigante dos negativos dos captadores para o negativo do jack e para o terra da ponte.

A fórmula mágica é a seguinte: quanto mais os negativos dos captadores conseguirem “sair” da guitarra (através do negativo do jack e do terra da ponte), melhor. A única coisa que a blindagem faz é facilitar esse tráfego de negativos pelo instrumento.

4- O que é e como funciona uma gaiola de Faraday?

blog_GAIOLA

Um site muito bom para entender a Gaiola de Faraday: http://www.futureng.pt/gaiola-de-faraday

“Gaiola de Faraday é a designação pela qual se tornou conhecida uma experiência efectuada por Michael Faraday, em 1836, para demonstrar que uma superfície condutora electrificada possui um campo eléctrico nulo no seu interior. Isso acontece porque as cargas se distribuem de forma homogénea na parte mais externa da superfície condutora, deixando de haver manifestação de fenómenos eléctricos no seu interior.”

Uma definição rápida é dada no site: http://quartzodeplasma.wordpress.com/2012/10/30/blindagem-eletrostatica/

“A gaiola de Faraday é um invólucro metálico que impede a entrada ou a saída de um campo eletromagnético.”

Assista ao vídeo, no link abaixo, e preste bastante atenção na demonstração de um experimento sobre a gaiola de Faraday:

Gaiola de Faraday

Dois pontos importantes devem ser observados:

1- Para que a gaiola surta efeito, é imprescindível que o objeto emissor ou receptor de ondas eletromagnéticas esteja realmente localizado no interior da gaiola. Apenas dessa maneira, ele estará isolado do meio externo.

No caso da guitarra, o objeto emissor de ondas eletromagnéticas é o captador e ele não está dentro da gaiola de Faraday, já que a blindagem fica abaixo do captador.

blog_Blindagem

2- Se a gaiola de Faraday funcionasse, seria neutralizada imediatamente com o contado das mãos nas cordas ou na ponte do instrumento. Todo o isolamento gerado pela gaiola de Faraday seria rompido e o nosso próprio corpo seria o novo condutor de todo tipo de interferências para os componententes elétricos da guitarra.

Se repararnos no vídeo apresentado, veremos que o celular fica completamente incomunicável apenas enquanto o professor não encosta nele. A partir do momento em que o professor toca no aparelho, ele passa a funcionar normalmente, ou seja, passa a receber os sinais eletromagnéticos, mesmo estando dentro da gaiola. Isso acontece porque, ao ser tocado com as mãos do professor, o próprio se torna uma antena para o celular, recebendo as ondas eletromagnéticas e repassando para o aparelho. No caso do instrumento, ao encostar nas cordas, o músico anularia a função da gaiola de Faraday, pois ele seria a antena que receberia as ondas eletromagnéticas e as enviaria fisicamente (através do contato com as partes metálicas, dos fios e das soldas) para o interior do instrumento.

Mais um ponto importante: a gaiola de Faraday só funciona com emissores ou receptores de ondas eletromagnéticas. Os potenciômetros não são nem uma coisa, nem outra. A blindagem na cavidade da parte elétrica não vai “limpar” o sinal para que ele seja passado adiante. A blindagem não limpa sinais. Ela anula sinais.

Mas, se não existe gaiola de Faraday no instrumeto, por que a blindagem funciona?

Para responder essa pergunta, precisamos entender o que é e como funciona um captador.

O captador é, antes de qualquer coisa, um dispositivo gerador de eletricidade com corrente alternada.

De uma maneira superficial, é formado por uma bobina e imãs que podem estar na parte interna ou logo abaixo da bobina.

É gerador de corrente alternada porque os pulsos elétricos, gerados na mesma velocidade de vibração da corda, ora caminham para uma direção (uma das 2 pontas do fio da bobina), ora caminham para a direção oposta (a outra ponta do fio).

O fio que é designado positivo é conectado ao terminal positivo do jack e o fio negativo é conectado ao terminal negativo do jack.

Porém, o amplificador não faz um aterramento pleno do negativo do captador, sendo necessária a adição de um fio que leva esse negativo para a ponte do instrumento. Quando encostamos nas cordas, todos os ruídos cessam. Isso acontece porque nós somos o verdadeiro terra do instrumento. Ao encostar nas cordas, todo excesso de negativos existente no circuito elétrico saltam para as nossas mãos.

Quando são usados fios de baixa qualidade, os negativos não são completamente transportados para o aterramento da ponte e sobram no circuito elétrico, gerando os indesejáveis ruídos.

A blindagem funciona como uma espécie de piscinão, impedindo que haja acúmulo de negativos no circuito do instrumento.

Quando nos preocupamos em planejar a parte elétrica e utilizar fios de alta condutividade e estanho de alta qualidade, os negativos dos captadores são transportados corretamente para a ponte e para o jack do instrumento, transformando qualquer blindagem em redundância.

blog_Aterramento

A blindagem acontece por que, ao invés de ser refeita toda a parte elétrica com componentes adequados, o indivíduo reveste todas as cavidades do instrumento com material condutivo, imaginando estar criando a gaiola de Faraday, quando, na verdade, está intensificando o sistema de aterramento do instrumento, só que da maneira errada.

Para terminar este texto, deixo uma última pergunta, para reflexão:

Por que uma guitarra custa alguns milhares de reais, utiliza acessórios caríssimos e tecnologias que nem imaginamos, mas não possui uma simples blindagem?

blog_IMG_0615Gibsob Les Paul Standard

blog_Image2Gibson Les Paul Studio

blog_thunderbirdGibson Thunderbird Nikki Sixx

fender-300x225Fender reedição 56

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45 comentários em “O mito da blindagem – light version

  1. Bom, já vi que estou entre cobras criadas, sou apenas músico, mas gosto de entender minha ferramenta de trabalho, deixando de lado conhecimentos técnicos e físicos, só digo uma coisa, blindagem funciona e muito bem, isso eu mesmo fiz e resolvi mais de 90% dos “zumbidos” que minhas guitarras com captadores single apresentavam, disse zumbidos porque singles tem um ronco e esse não sai nem a pau Juvenal, principalmente se forem de baixa qualidade, usei fita de cobre e me espantei que sendo feito no capricho o resultado é ótimo. Desculpem estar me metendo no papo de profissionais da área, mas eu como músico estou sempre ligado no trabalho de vocês. Obrigado.

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  2. Edilson, Boa tarde!

    Seus conceitos físicos estão errados meu rapaz. Você não entendeu o que o Mateus escreveu e está tendo conclusões incorretas baseadas em conceitos físicos incorretos.

    A “blindagem” que se faz normalmente nas guitarras não é apenas um “grande” aterramento como você fala e sim uma gaiola de Faraday “aterrada”, que protege o circuito interno (a gaiola) das interferências eletromagnéticas externas.

    As guitarras mais caras possuem blindagem sim. Mas essa blindagem é intrínseca aos cabos blindados e componentes de boa qualidade que também são blindados, portanto, não há necessidade da “blindagem” com papel de alumínio ou cobre. Ou seja, componente caro e de boa qualidade já vem “blindado”.

    Abaixo seguem CORRETAMENTE alguns conceitos físicos que estão errados em suas considerações:

    1. O ruído captado não vem só da rede elétrica, correntes parasitas, histerese, nem da falta de aterramento. Vem também das interferências magnéticas externas, ondas de rádio, TV, acionadores elétricos, fontes, etc.

    2. O campo magnético não induz corrente nos componentes, mas a OSCILAÇÃO do campo (campo ALTERNADO) sim. E não precisa que os componentes estejam totalmente em formado de “TORÓIDE” (bobina). Toda corrente elétrica sofre, de certa forma, interferência eletromagnética dos campos oscilantes de seu exterior. Nos potenciômetros, cabos, conectores também passa corrente elétrica que está, portanto, sujeita às interferências externas.

    3. O captador não “gera” campo magnético como você afirma. O captador tem um ímã FIXO que emite um campo magnético FIXO e ESTACIONÁRIO. Este mesmo campo “polariza” as cordas, que, ao “vibrarem”, produzem campos magnéticos ALTERNADOS (oscilações magnéticas) que são captados pela “bobina” do mesmo captador, gerando um fluxo de corrente elétrica nos terminais dessa bobina. Ou seja, o campo magnético é gerado pela oscilação das cordas polarizadas. Em outras palavras: O captador polariza as cordas (através do ímã Fixo) para depois captar (através das bobinas) a oscilação magnética produzida pela vibração das cordas.

    4. A gaiola de Faraday protege os objetos em seu interior dos campos eletromagnéticos de seu exterior. Ou seja, o receptor deve estar em seu interior e o emissor do lado de fora da gaiola. Se não for assim, não há sentido em falar de “gaiola”.

    6. Quando você fala que a blindagem funciona como um “acúmulo” de negativos, você está cometendo uma heresia na física. Na verdade, o material utilizado na blindagem (por ser material condutor) possui “elétrons livres” e, por isso, possibilita que correntes elétricas (positivas ou negativas) se formem em sua superfície. Numa blindagem, estas correntes se formam gerando campos magnéticos que se opõem e anulam as interferências eletromagnéticas do meio externo. Esse é um dos princípios da gaiola de Faraday.

    7. Você fala que fez alguns testes e a blindagem não interferiu no campo magnético “percebido”. Isto depende de vários fatores como a espessura da blindagem, espaçamento entre as malhas da gaiola (de Faraday), etc. Envolva um celular num papel de alumínio e depois num papel de cobre bem grosso e veja em qual das alternativas o celular recebe sinal. O sinal do celular também é um campo eletromagnético assim como o campo gerado pelas cordas “polarizadas” de uma guitarra, apenas com comprimento de onda diferente.

    Então para deixar bem claro:
    Existe sim o conceito de blindagem e gaiola de Faraday em guitarras elétricas e afins.
    Abraços e bons estudos!

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  3. Rapaz! Você pode até ser um bom Luthier, mas sua física esta deixando um pouco a desejar se você realmente acha que essa afirmação de “não existe blindagem” esta minimamente fundamentada na teoria eletromagnética.
    Veja bem, enquanto a explicação de que se trata de uma gaiola de faraday realmente é falha, isso não muda que a blindagem feita em guitarras de fato atenuaria a intensidade de um possível campo gerado pelo captador nos componentes ao redor, efetivamente reduzindo a chance de que este campo induza corrente elétrica em fora das próprias bobinas do captador, corrente esta que seria percebida como ruído… é basicamente análogo aos planos terra utilizados em placas de circuito para diminuir a interferência eletromagnética (EMI) entre diferentes linhas de transmissão de sinais.
    Claro que um bom captador não vai gerar um campo de grande intensidade exceto talvez na direção axial das bobinas de captação sendo mais fácil simplesmente evitar colocar componentes ou fios nessas áreas. Mas por favor não tente fundamentar o fato da blindagem ser desnecessária dizendo que ela fisicamente não existe, pois isso é no mínimo superficial demais ou então conceitualmente bem errado.

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    1. Mateus,
      “Blindagem” em instrumentos musicais não é um assunto específico de física ou engenharia. É preciso conhecer luthieria pra entender como funciona (ou como não funciona), pois nesta situação específica, as 2 ciências se entrelaçam muito estreitamente.
      Então, pra deixar bem claro: “Não existe o conceito de blindagem e gaiola de Faraday em guitarras elétricas e afins!”.
      O campo magnético gerado pelo captador não atinge os componentes da guitarra, pois sua abrangência é muito pequena. Não é a toa que é preciso deixar os captadores muito perto das cordas para que consigam gerar algum pulso elétrico. E olha que seu alcance axial é bem maior que o radial!
      Mas caso o campo magnético atingisse os componentes, a “blindagem” não atenuaria nada. Em teste realizados por mim, constatei que a blindagem não exerceu nenhum tipo de influência num campo magnético, sendo que este era percebido através da blindagem com intensidade igual aos casos em que a blindagem não estava presente. Se é o campo magnético que gera fluxo elétrico, então deveria haver fluxo elétrico nos componentes, mesmo com a presença de blindagem. Se a blindagem atenua os ruídos, então é por algum outro motivo.
      Além do mais, o campo magnético não induz corrente elétrica nos componentes. Isso acontece no captador graças ao seu formato solenoidal. Em testes realizados, não obtive nenhum pulso elétrico em dispositivos com estruturas diferentes de solenóides ou toróides. Até porque, se isso acontecesse, os fios conectados diretamente ao captador sofreriam a influência do campo magnético e, sendo assim, “blindagem” nenhuma resolveria o problema.
      Você está equivocado em afirmar que o fluxo elétrico seria percebido como ruído pelos componentes.
      O ruído que você ouve é originário de falhas de aterramento, correntes parasitas (estas graças ao formato solenoidal do captador) e, em alguns casos, por histerese magnética (com relação à histerese, ainda estou estudando isso e não posso fazer uma afirmação sobre essa teoria com 100% de certeza. Por enquanto, 50%). Se fluxo elétrico gerasse ruído incondicionalmente, o projeto da guitarra elétrica não teria saido do papel e Paul Tutmarc, Lloyd Loar, Adolph Rickenbacker, Les Paul e Seth Lover seriam, hoje, ilustres desconhecidos. Se algumas “blindagens” realmente surtem efeito, certamente não é por cancelamento do campo magnético, e sim por melhorias no aterramento.
      Eu não sei o que você quer dizer com “planos terra”, pois não sou engenheiro ou coisa parecida. Sou apenas um luthier. Mas Silvério Visacro, em seu livro “Aterramentos elétricos” propõe várias alternativas de disposição de aterramentos para atenuação/anulação de interferência eletromagnética. Imagino que tenha relação com o que você está falando, não?
      Você, novamente, está equivocado em associar qualidade de captador com intensidade e abrangência de campo magnético. Uma coisa não tem relação com a outra. A intensidade e abrangência do campo magnético estão relacionados com as especificações do captador, seja ele bom ou ruim. Daí vem o fato de existirem opções de imãs cerâmicos e as várias graduações do alnico, de 2 a 8, fios com várias graduações de AWG, materiais específicos para os pólos, altura do carretel, quantidade de voltas, etc. Compare um Di Marzio PAF Pro com um SD Invader.
      Ainda bem que não entramos na generalização do conceito de “interferências externas”, outra grande bobagem…
      Obrigado por escrever.
      Abraços!

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  4. Já que estamos falando de blindagem. de ruídos.
    Uma vez que a blindagem é feita na parte dentro do captador pra que serve a blindagem adesiva externa que em geral costuma vir nos captadores de Los mas rara as vezes em extratos.
    lembro que eu tinha uma lps custiom que esse adesivo externo fazia maior diferença nos ruídos mas também interferia na potencia do sol, ai peguei una estrato que não tinha esse adesivo e a bica zunia igual mosca sai eu fiz a adjetivação externa e o zunido sumiu mas mais uma vez perdi parte da potencia do captador, foi ai que tive a ideia de tingir o captador com tinta acrílica que foi o que de fato resolveu o problema. atualmente tenho uma stringber lps que usa essa blindagem adesiva externa porem a potencia de som é carvalho sem nenhum ruído,
    bom não sou luchtier sou apenas uma musicista que procura a melhor sonoridade em meu Cete de gravação. pergunto qual de fato é a função da blindagem adesiva externa?

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  5. Algumas vem com blindagem de tinta cinza, condutiva, ajuda bastante, ja q o single devido sua concepcao ser quase possivel eliminar todos ruidos. Vae ver os custos em alta escala de producao,as empresas deixam que seus compradores facam a blindagem ja que nao sai caro assim, ou e por miséria mesmo dos empresarios. Fiz a blindagem na Squier com papel aluminio e reduzi uns 50% ou mais de ruidos, eles continuam la,porem com baixa intensidade. Melhor que uai!!!. Entao e positivo. Paz e .

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    1. Carlos, só me resta acreditar que, ou você não leu o texto ou não entendeu seu conteúdo. Qualquer coisa que eu escrever será repetição do que já está escrito no artigo. Sugiro ler novamente o artigo até o fim, com bastante atenção. Estou aberto para opiniões. Abraços.

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  6. Oi Edilson, Tudo bem?

    Gostaria apenas de complementar o seu excelente post.

    Os ruídos também são resultantes das interferências eletromagnéticas do meio, como as radiações eletromagnéticas de rádio, TV, etc., e chaveamentos de componentes eletrônicos instalados próximos ou na mesma rede elétrica do instrumento. Estes equipamentos elétricos que “geram” ruídos podem ser desde um simples carregador de celular até ventiladores ou um circuitos acionadores de lâmpadas LEd por exemplo.

    Outro ponto importante é que estas interferências eletromagnéticas “do meio” não são absorvidas apenas pelas bobinas dos captadores, mas também pelos potenciômetros, plugs, conectores, chaves e outros componentes do instrumento (principalmente componentes de má qualidade). Para todos estes componentes, a “blndagem” forma uma gaiola de faraday que elimina as interferências magnéticas “do meio” reduzindo os ruídos.

    Quanto aos captadores, como você mesmo disse, eles ficam de “fora” da gaiola de faraday. E dependendo de sua construção (como você explicou muito bem) os ruídos serão mais difíceis de se eliminar, principalmente para os casos de um single, por exemplo.

    Vale a pena ressaltar que um captador jamais poderá se localizar “dentro” de uma gaiola de faraday, caso contrário não captaria (com perfeição) as variações magnéticas produzidas pela atuação da corda do instrumento. Esta é a razão, pelo qual, o captador precisa estar “fora” da gaiola de faraday, e, portanto, susceptível às interferências eletromagnéticas “do meio”.

    Quando se faz uma blindagem em parte do compartimento do captador, se cria uma gaiola de faraday com funcionamento também “parcial”. Esta gaiola será tanto mais eficiente quanto mais envolver o captador, mas também “reduzirá” o poder de captação do captador e afetará o timbre do instrumento.

    Enfim, espero ter contribuído um pouco para o entendimento sobre “blindagem” de instrumentos.

    Um abraço.

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    1. Luiz Augusto, com todo o respeito, creio que você não leu o artigo ou não compreendeu seu conteúdo. Sendo bastante claro, não existe o conceito de gaiola de Faraday numa “blindagem” feita em instrumento musical. Sequer existe blindagem, pois este termo é utilizado incorretamente. Aquilo é tão somente um super aterramento.
      Sugiro ler novamente o artigo até o fim, com bastante atenção. Estou aberto para opiniões. Abraços.

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      1. Oi Edilson! Tudo bem? Obrigado pela resposta. Eu li novamente o seu texto e percebi que você está desconsiderando alguns conceitos da física ou está sendo muito superficial. Por favor me contacte por email. Gosto muito deste assunto e gostaria de contribuir melhor para o entendimento sobre blindagem e aterramento. Um abraço!

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      2. Luiz, não faz sentido eu criar um blog para poder me expressar publicamente e debater privativamente sobre um assunto tão relevante como a “blindagem”, concorda?
        O conteúdo do blog é 100% público.
        Conversemos por aqui, mesmo. Capriche na caligrafia! 😉

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  7. Parabéns, pelo material apresentado neste espaço, Edilson! Quais marcas de fios e estanho vc recomendaria. Por que aqui a gente vai na loja e mesmo perguntando eles te entregam “qualquer um” que só de olhar dá pra ver que não vai funfar. Grande abraço!

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    1. Olá!
      Com relação aos fios, eu prefiro os de cobre aparente. São aqueles que é possível ver o cobre, quando descascamos a ponta do cabo. Não tenho uma marca. Normalmente, os de cobre aparente são mais que suficientes.
      Quanto ao estanho, eu só uso a marca Solda Best.
      Abraços e obrigado pela visita!

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    1. Oi Edson. Tenho 2 observações sobre sua dúvida.
      1- Não. Nunca fiz experimentos com qualquer componente que não faça parte, especificamente, do mundo da guitarra. Fiz muitos testes com gaiolas de Faraday, aplicados em diversas situações, estas sim, não necessariamente ligadas ao mundo guitarrístico. Com relação à emissão de ondas, como no exemplo do monitor de computador ou ventilador, não obtive sucesso com NENHUM tipo de experiência. Em todos os casos, a guitarra recebeu as ondas e emitiu o humming proveniente da interferência. Isso, de certa forma, não me preocupou por que não lembro de alguém que tenha tocado tão perto de um ventilador ou de um computador (em situações reais de show ou gravação) a ponto de receber essas interferências.
      2- Eu tenho certa resistência em permitir tecnologias excessivas aplicadas a um instrumento tão, digamos, rudimentar. E aqui, me permito uma opinião de caráter extremamente subjetivo. A visão que tenho da guitarra é romântica e passional. Minha maneira de se relacionar com ela é bidirecional, ou seja, eu extraio dela o melhor que ela pode me dar, respeitando suas limitações, aprendendo com elas e convertendo-as em virtudes. Estive na Fender, em Corona, no ano de 2013 e não deixei de perguntar ao gerente o que ele achava do humming e das blindagens (eu gravei trechos da conversa e postarei no blog num futuro próximo). Ele respondeu que “o humming faz parte da vida de certos instrumentos. Caso você não aceite isso, procure um instrumento que não tenha humming, mas não tire a vida dos que o possuem” (numa tradução livre). Numa outra situação, durante o lançamento do CD de um excelente guitarrista, antes de iniciar a música, ele ligou seu TS-9. Ao ouvirmos soar o humming da plateia, ele desligou o pedal, foi ao microfone e falou: “Isto, pessoal, é som de guitarra de verdade, ok?” Ligou novamente o TS-9 e continuou o show.
      À parte de tudo isso, eu ainda não tive problemas com humming a ponto de precisar recorrer à blindagem (até porque ela não existe realmente num instrumento como uma guitarra, por exemplo). É o que sempre digo: “uma boa parte elétrica faz milagres”.
      Abraços e obrigado pela visita.

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      1. Parabéns pelo texto… concordo plenamente com seu comentário… Trabalhei 27 anos com eletrônica me dedicando mais a amplificação de áudio… fiz vários testes e encontrei resultados bem semelhantes aos seus.. Mas sempre encontramos Brasileiros que se acham entender mais que os próprios engenheiros e projetistas das grandes marcas!! fazer o que né!! vamos deixa-los pensar como bem entender… a mensagem foi passada e muito bem por sinal!!! Abraço…

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  8. muito bom meu caro o Texto concordo 100% é o que venho dizendo a alguns anos para meus clientes, e uma coisa que faço aqui é deixar uma tomada com aterramento e outra sem, ai ligo o amplificador em ambas e a guitarra do cliente e mostro para eles o que elimina grandemente o ruido na questão do audio, pois infelizmente no Brasil a maioria das residencias casas, bar etc… não é feito o aterramento na rede elétrica o que realmente elimina o hummmmm. além é claro de componentes fios de qualidade.

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  9. boa tarde ! eu tenho um caso específico que o hum aparece quando o volume da guitarra não está no máximo (ou no mínimo). Neste caso falo de um di marzio 02 rails em formato de Sgl … o que acha que pode ser ?

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    1. Oi Marcus.
      Pode ser uma infinidade de coisas. Mas se mesmo com o volume fechado o hum existe, então eu arrisco dizer que o problema está na ligação. Algum fio ligado errado ou algum aterramento incorreto. Mas é impossível ser específico.
      Abraços.

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  10. Fala Edilson, tudo bom?
    Eu recentemente recebi em minha oficina uma Fender Telecaster made in USA que fazia bastante ruído especialmente quando utilizado o captador da ponte. A blindagem de fabrica, se é que se pode chamar desse nome, era uma faixa estreita de tinta condutiva no fundo da cavidade do captador da ponte, sem ocupar todo o espaço da cavidade e sem avançar para as laterais da cavidade. Nesta estreita faixa existia um parafuso no qual era soldado um fio com o aterramento da ponte e da carcaça do captador. Verifiquei as soldas com o multimetro e estavam boas, de modo que apliquei folha de cobre por toda a cavidade do captador da ponte e cavidade de controle, “fechando o circuito” com o plate da ponte e da cavidade de controle. Entre as duas cavidades, soldei um fio ligando uma à outra. Dessa forma, foram criados dois compartimentos estanques, fechados e conectados entre si, aumentando consideravelmente a área de aterramento pela qual transitam os elétrons no seu caminho até o conector terra do jack. Liguei a guitarra em um amp transistorizado Pignose e,… ZERO de ruído. Com mão ou sem mão nas cordas, nenhum ruído, e som cristalino! Testei em um amp Tweed vintage (valvulado), e mesmo resultado. De modo que no meu entendimento, aumentar a área de aterramento (transformando “a blindagem em si em um componente”, devidamente aterrado) contribui positivamente para a redução de certos ruídos, a um custo inferior ao de um religamento elétrico ou substituição de componentes. É como se fosse uma “antena de elétrons”, me parece. Evidentemente, caso a qualidade de um ou outro componente seja muito ruim, talvez faça-se necessário a substituição do mesmo, e é claro, soldas mal feitas podem ser refeitas rapidamente a um custo baixo para o cliente. Essa tem sido a minha experiência com esse assunto, mas foi muito interessante ler o seu artigo e entender melhor o conceito em comparação ao da Gaiola de Faraday.

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    1. Oi Ricardo.
      Primeiro ponto: Não é possível fazer compartimentos estanque em nenhuma situação, porque os componentes sempre estarão em contato com o exterior, sendo, assim, “portas de entrada” para qualquer interferência. Você fez um mega aterramento e só.
      Segundo ponto: Eu sempre prefiro refazer as ligações. Existem técnicas específicas de ligação elétrica que visam eliminar ruídos de diversas origens, inclusive, eletromagnéticas. Com o revestimento de camada condutiva, se consegue um bom resultado, eu sei. Mas eu gosto de trabalhar o problema desde a raiz. Com o revestimento condutivo, eu pulo algumas etapas. E isso me incomoda um pouco, porque, no meu modo de ver, o resultado apenas não é o importante. Eu preciso também da metodologia. Mas isso é pessoal. Minha maneira de trabalhar.
      Abraços!!!

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  11. Ola pessoal, eu percebi que a ligação de varios pedais , mesmo que somente um seja utilizado, tambem gera ruído. Percebi tambem que um pedal redutor de ruído de segunda linha que testei, retira o ruído enquanto nao se toca mas introduz ruído na hora que se toca. Consegui menor nivel de ruído usando somente um pedal e sem pedal redutor de ruido.

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  12. Outra questão: instrumentos TOP de mercado, vem sim com a blindagem de cobre: baixos Fodera de 10mil dólares e baixos Tobias por exemplo. Todos os baixos e guitarra Fender da série Deluxe, os Yamaha mais caros vem de fábrica com blindagem de tinta condutiva de boa qualidade….. ou seja, mais uma vez você falou bobagem.

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    1. Fabão, acho que você não entendeu vários pontos deste artigo e me vi obrigado a responder seus comentários, na esperança de conseguir diminuir um pouco o tom religioso do papo.
      1- A teoria não é minha. Nada do que foi escrito veio da minha cabeça. Pesquisei em fontes, principalmente, acadêmicas e converti para uma linguagem mais usual.
      2- Nem eu nem você estamos afirmando que 100% dos instrumentos vêm blindados ou não de fábrica, certo?
      3- Este artigo não é sobre cabos e sim sobre parte elétrica de instrumentos.
      4- Vou ser o mais direto possível: o conceito de blindagem em instrumentos musicais é falso. Não existe blindagem em instrumentos musicais. E quem afirma isso é a física.
      5- Eu não sei lidar muito bem com falta de educação. Caso você esteja disposto a ouvir e ser ouvido, sem achar que isso é um desrespeito, o farei com prazer. De outra forma, apenas fingirei que você não existe.
      Abraços.
      Edilson Hourneaux.

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      1. Continuo sem entender. No cabo pode ser chamado de blindagem. No instrumento, não. No cabo faz todo sentido. No instrumento, não. Mas não vamos falar de cabos, né? Vai estragar o assunto….

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      2. Voltando pra pedir desculpas pelo tom da conversa. Acho que minha revolta com a política anda tão grande, que tenho descarregado a raiva no primeiro que cruza minha reta. Peço sinceras desculpas. Abraço.

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  13. Se sua teoria faz sentido, então poderíamos usar um fio paralelo como cabo de guitarra.
    Usamos o cabo blindado de instrumentos, CERTO? Então. O que a blindagem faz é exatamente a mesma coisa: a blindagem, ou terra, fica envolvendo a fase do circuito.
    Eu bato uma aposta com você se você conseguir eliminar os ruídos de aterramento apenas trocando os fios internos de uma guitarra humbucking.
    Sua teoria até parece boa, mas na prática a história é bem diferente!!!!

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  14. Tenho uma Fender Strato USA anos 90 que comprei de 2ª mão e por esta razão não posso afirmar se a captação é original ou se pode ter sido trocada. O problema está quando uso os 3 captadores individualmente (chave nas posições 1, 3 e 5) pois o nível de ruído aumenta consideravelmente e em contrapartida o ruído diminui quando uso os captadores combinados nas posições 2 e 4 (ponte+meio ou meio+braço). O problema persiste, embora atenuado, após revestira as cavidades e escudo com fita de cobre. Qual seria a mais provável causa? Os próprios captadores? Chave seletora ou potenciômetros? Talvez trocando toda a fiação e refazendo a parte elétrica substituindo inclusive a chave e os potenciômetros pode resolver ou atenuar ainda mais os ruídos?

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    1. Ė imprudente fazer qualquer tipo de afirmação sobre esse assunto à distância, mas basicamente, como foi dito no texto, existem 2 tipos de humming: o gerado pelos single coils e o de aterramento ineficiente. O primeiro sempre existirá, com mais ou menos intensidade. O segundo pode ser atenuado ou eliminado com uma boa parte elétrica. Se você está em condições no momento, substitua os componentes por outros de boa qualidade, caso os atuais não sejam. Um reset na parte elétrica, com ligações planejadas, soldas e conexões de qualidade sempre faz milagres. Nas posições 2 e 4, o humming diminui porque, nessa situação específica, você tem duas bobinas atuando da mesma forma que um humbucking.
      Abraços.
      Edilson Hourneaux.

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  15. Excelente matéria, estou compartilhando! Aproveito para tirar dúvida sobre a bitola de fio que considera ideal para usar no circuito elétrico de guitarras, e se usa a mesma bitola para terra e vivo.

    Muito obrigado, e parabéns!

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  16. Muito bom seu artigo! Excelente, com explicações de elevado nível. As Gibson LesPaul Custom não são blindadas, correto? Observei que depois que troquei os captadores da minha, começou a fazer um ruído que não fazia antes. Pode ser esta questão do aterramento do novo captador na ponte? Obrigado pela atenção.

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  17. Muito bom esse artigo!
    Recentemente estou iniciando nesse mundo da luthieria e gosto muito de me informar antes de realizar meus trabalhos. Uma dúvida, eu andei pesquisando na internet e encontrei “tinta para blindagem de instrumentos” onde a mesma era aplicada nos slots dos captadores e ligação de fios. Me parece muito eficiente a blindagem com fita de cobre, será que se usar a tinta e a fita dá um melhor resultado na blindagem, e o mesmo com fios de cobre?

    Link da tinta: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-709793741-tinta-condutiva-para-blindagem-de-instrumentos-_JM

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  18. Olá, Edilson!
    Muito bom o seu texto, parabéns!
    Fiquei apenas com uma dúvida: nessas ultimas fotos das Gibson (standard e studio), é impressão ou a cavidade da parte elétrica está revestida com uma placa de metal? Se puder explicar como isso funciona e se pode ser feito em qualquer outra guitarra, agradeço desde já. Abraço!!

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    1. Olá Gabriel!!! Aquela placa é colocada para interligar os aterramentos facilitando a instalação, ao invéz de soldar fios interligando cada potenciômetro. Repare que até o terra do jack esta soldado no meio da placa. Não é uma blindagem e sim uma ligação entre os terras, e teoricamente pode ser feito em qualquer instrumento. Um abç!!!

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  19. Grande cara! Gostei muito deste artigo seu sobre o mito da blindagem, recentemente comprei duas Tagima K2 (chinesas) usadas do Kiko Lourreiro, pois acho a Stratocaster (Logicamente ‘estilizada’) mais bonita, uma delas pintei com branco puro automotivo+ Verniz Laca Nitrocelusose Bicomponente e ficou ótima, mais braços um com verniz fosco e outro brilhante, vou colocar um Dimarzio The Chopper + HUM Seymour Duncan Distortion Trembucker e na outra um Seymour Duncan Vintage Rails e HUM Ultradistortion M215K Kent Armstrong (por 30 reais), em uma Jackson Warrior Chinesa Satin Black 2 Seymours HUM (Screamin’ Demon Braço e ponte Parallel Axis Distortion… Fiz uma das ligações em Potenciômetros Spirit PUSH PULL (Achei que eles riscam demais a pista interna frequencial perto dos originais da Tagima (normais B500K e A500K) e Jackson (normais 2 x A500K), blindei com fita de cobre adesiva que vendem em luthierias totalmente as tampas, o nicho do humbucker, e somente lateral da cumbuca dos pots, não coloquei na parte onde fixa os pots e a chave… e ficou uma porcaria, sou muito meticuloso com solda (Best) ficou uma maravilha de soldagem, mas a blindagem não resolveu nada, como vc mesmo disse é um grande MITO, por que as grandes marcas não usam? Como vc mesmo colocou no artigo… usei todos fios de cobre polarizados de alto-falantes com bitola mínima, mas acho que vou usar de os fios bem finos, como dos captadores para entrelaçar entre os pots e aterrar… Pergunta: Vc acha que devo usar fios mínimos, de cobre ou prateados (aluminizados)? poderia criar um artigo sobre fios, seu blog é muito bakana, pois já me ajudou convencendo do mito da blindagem… e iria até fazer aquele melado de tinta grafite, hehehe… um franco abraço camarada Ed-il+som

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