Teste – Gibson Les Paul Studio Satin Worn Brown

Satin

A Gibson é dessas empresas que a gente gosta, respeita e admira e nem sabe mais o porque, tamanha a importância e a grandiosidade do legado que já nos foi entregue.

Tudo começou em 1896, em Michigan, quando Orville Gibson decidiu fundar a O.H. Gibson Manufacturer Musical Instruments.

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De lá para cá, a empresa se tornou uma máquina de fabricar pedras preciosas, sendo reverenciada mundialmente a cada lançamento e a cada novidade apresentada.

Sempre que empunho uma Gibson Les Paul, tenho certeza de ter nas mãos uma guitarra que foi feita pra mim, independente de quem seja o dono dela…

A Les Paul Studio Satin, também conhecida como Faded Studio, é uma dessas preciosidades. Ela tem tudo o que se espera de uma Gibson, com alguns diferenciais.

O modelo possui corpo de mogno, top de maple, braço colado de mogno e escala de baked maple com 22 trastes médios. O acabamento com verniz fosco pigmentado realça os contrastes das madeiras, proporcionando uma rara beleza ao instrumento. A ausência de frisos, característica do modelo Studio, oferece uma simplicidade visual que torna o instrumento ainda mais belo.

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O corpo é formado de fundo semissólido de mogno, com grandes cavidades internas escavadas, e tampo de maple. Isso torna o instrumento muito mais leve. É possível tocar com essa Studio pendurada no ombro por horas, sem sentir grandes incômodos.

Além disso, a alteração no timbre é enorme!

Os graves cremosos, aos quais estamos acostumados, ganharam mais brilho, mais percussividade e a sonoridade ficou levemente metálica. Em minha opinião, essas mudanças proporcionaram ao instrumento uma identidade marcante, separando-o, do ponto de vista sonoro, do “time” das Les Paul tradicionais (com fundo maciço de mogno). E mesmo lançando mão de grandes mudanças, a Gibson sempre acerta em cheio. O som que essa guitarra produz é lindo!

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Seu braço tem um shape em “C”, extremamente confortável. É uma guitarra fácil de ser tocada, onde até parece que ela colabora ativamente pra isso.

Como já é de praxe, a Gibson fabrica braços em uma só peça de mogno. Não é uma prática muito ecológica, mas enfatiza a beleza do braço, dando um ar de algo artesanal.

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A junção corpo/braço é do tipo short tenon.

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As marcações trapézio em acrílico figurado são cirurgicamente instaladas na bela escala de baked maple.

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Os trastes são igualmente bem instalados, facilitando muito o processo de regulagem. Uma retífica muito leve foi suficiente para conseguir uma ação de cordas de dar inveja. A textura dessa escala me chamou muito a atenção.
O baked maple (na tradução literal: maple assado) é o resultado de um processo conhecido como torrefação, onde o maple é exposto à uma temperatura de 200 graus Celsius, deixando-o com uma aparência similar ao rosewood ou Pau-Ferro.

Clique aqui para mais informações sobre o baked maple.

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Ainda falando sobre texturas, uma das características mais marcantes nessa guitarra é a sensação tátil que ela proporciona.

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Na foto acima, além da linda porosidade do mogno do headstock, vemos a tarraxa Gibson De Luxe niquelada, que faz par com a ponte Tune-O-Matic, feita de Zamac cromado.

A pestana de Corian é precisamente confeccionada e com acabamento impecável.

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Um padrão, de longa data seguido pela Gibson, é o cover do tensor  fixado com 2 parafusos e a porca com o sextavado externo, acessada por meio de uma chave cachimbo.

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A parte elétrica é um sonho! E a Gibson sempre me dá esse presente!

Sem blindagens!

Normalmente, os instrumentos da marca possuem uma plataforma metálica, onde os potenciômetros são fixados para reforçar o aterramento e, assim, diminuir o humming. Atualmente, essa plataforma é uma placa de circuito impresso cuidadosamente confeccionada e sinalizada, que torna a cavidade de elétrica limpa e de compreensão imediata. Funcionalidade, facilidade e objetividade: ideias que só empresas como a Gibson têm a preocupação de colocar em prática.

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Os captadores são 2 PAFs Burstbucker Pro Alnico V.

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A tocabilidade dessa guitarra é absurda.

Consegui uma ação de cordas baixa o suficiente para proporcionar enorme conforto e, ainda assim, manter a sonoridade limpa e com sustain prolongado. Seu braço é bem menos robusto que os braços das Les Paul Custom, por exemplo. A pegada da Satin é mais suave e a mão da escala envolve o braço com tranquilidade, permitindo tocar em várias regiões sem maiores esforços.

Os captadores Burstbucker Pro são de ganho moderado. Isso significa que o som limpo é macio e com baixíssima saturação. Na posição da ponte, o timbre recheado de médios brilha mais, devido ao maple do top. O ataque da palhetada é mais evidente, graças às câmaras internas do corpo semissólido. Aqui, já percebemos características sonoras exclusivas desse modelo. Soou maravilhosa para licks de jazz e acordes fusion. O pot de tom tem funcionamento delicado e preciso, recolhendo frequências agudas específicas, deixando o som da guitarra macio, contido, porém com vida.

Plugada no canal de drive do Rotstage CJ50 PLUS, a guitarra emite um drive redondo e encantador. Nem tão agressivo para um hardcore, nem tão vintage para um clássico setentista. Consegui ótimos timbres para um hard rock na onda de Whitesnake e Kiss. Para sons tipo Van Halen, me pareceu grave demais. Mas nem por isso, ficou ruim…

A posição do braço soa redonda e grande. Licks rápidos nas cordas graves possuem muita massa sonora e transformam a guitarra num rolo compressor!

Aqui está uma guitarra que considero excelente. Na pegada, no visual, na construção e no timbre. O corpo semissólido coloca esse instrumento em, praticamente, qualquer território. Ela fala bem no jazz, no blues e no rock.

Pela combinação de fatores e características e, devido à isso, a consequente versatilidade, posso dizer que não mudaria absolutamente nada e não vejo nenhum ponto negativo nesse instrumento.

Se você tiver uma dessas, guarde! É pra vida toda!


FICHA TÉCNICA

http://www2.gibson.com/Products/Electric-Guitars/Les-Paul/Gibson-USA/Les-Paul-Studio-Satin.aspx

MODELO: LPSTWBCH1

MEDIDA DE ESCALA: 24,75 pol.

CORPO:
– Fundo semissólido de mogno
– Tampo de maple

BRAÇO:
– Colado de mogno
– Espessura: 21 mm no traste 1, 24,5 mm no traste 12
– Largura: 43 mm na pestana, 57 mm no traste 22
– Tensor: barra simples, ação simples

ESCALA:
– Baked maple com 22 trastes médios
– Raio de escala: 12 pol.
– Marcações trapézio em acrílico figurado

ELÉTRICA:
– 2 potênciometros de volume de 300K
– 2 potenciômetros de tom de 500K
– Chave toggle de 3 posições
– Captador braço:  Gibson Burstbucker Pro Alnico V Humbucker – 7,6 K Ohms, 293 mV
– Captador ponte: Gibson Burstbucker Pro Alnico V Humbucker – 7,97 K Ohms, 330mV

TARRAXAS:
– Gibson Vintage Style niquel, ratio 14:1

PONTE:
– Tune-O-Matic em Zamak cromo


Este teste foi realizado com o apoio da Rotstage – Amplificadores valvulados.

Acesse o site! Vale à pena!

http://www.rotstage.com


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Obrigado!


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